Após quase 26 anos de negociações, os países do Mercosul e os 27 membros da União Europeia (UE) oficializaram hoje um acordo de associação e livre comércio histórico em uma cerimônia realizada em Assunção, no Paraguai.
O tratado cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, unindo um mercado estimado em mais de 720 milhões de pessoas com um Produto Interno Bruto (PIB) conjunto superior a US$ 25 trilhões.
Impactos econômicos e expectativas
Líderes dos dois blocos destacaram que o acordo é um marco no comércio internacional e que ele deve impulsionar as exportações, reduzir barreiras tarifárias e ampliar investimentos. Setores como a agroindústria, indústria manufatureira e serviços devem sentir os efeitos mais imediatos com o aumento das oportunidades comerciais.
Autoridades europeias também enfatizaram o papel do tratado no fortalecimento dos laços com a América do Sul em um momento de tensões no comércio global.
Participação brasileira
O Brasil, um dos principais integrantes do Mercosul, teve papel de destaque nas negociações. A assinatura do acordo marca um passo importante na estratégia brasileira de integração econômica global e na busca por novos mercados para produtos nacionais, especialmente em um cenário onde a economia mundial passa por ajustes.
Especialistas econômicos afirmam que esse acordo pode trazer maiores investimentos estrangeiros diretos e queda nos preços de produtos importados, beneficiando consumidores brasileiros a médio e longo prazo.
Próximas etapas
Apesar da assinatura histórica, o texto ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos dos países do Mercosul antes de entrar em vigor. Autoridades esperam que o tratado comece a ser implementado no segundo semestre de 2026, após as etapas finais de aprovação legislativa.
Essa notícia representa um dos maiores marcos econômicos e políticos da atualidade, com impacto direto nas relações comerciais globais e no desenvolvimento econômico dos países envolvidos.
